10 de dezembro de 2014

Bolo Rainha.


Voçês pensavam o quê?
Que era só vir para casa da Vó, brincar, pedir para ir aos baloiços, fazer avarias e nada de trabalhar?
Nã nã, aqui toda a minha gente trabalha desde pequeno. Perguntem à vossa mâe e à vossa tia.
Por isso vá toca a vir para a cozinha ajudar.


 Tem de ficar bem amassado e os frutos bem distribuidos.





Ahh pois,  pensavam era facíl?
Não não é,  fazer comida dá trabalho.


 Está prontinho, só falta por no forno e aqui já não preciso da vossa ajuda. Talvez daqui a uns anos, agora podem ir brincar.






Enquanto o forno fazia o seu trabalho e nos presenteava com o cheirinho caracteristico  de bolo acabado de fazer, os ajudantes viam televisão, afinal tinham acabado de fazer um bolo e o trabalho foi árduo.



O Bolo acabadinho de sair do forno, grande e fofo e nunca teria ficado assim sem a vossa ajuda.


E ali ficou ele até à hora do lanche.
Só posso dizer que ficou muito bom.
E não foi por causa da  receita, foi graças aos meus dois ajudantes.
Ouve logo quem dissesse.
- Podes fazer um assim para a nossa noite de Natal.

Ahh e agora meus meninos, quando voltarem cá a casa temos de ter uma conversinha os três.
Qual de voçês achou que o chão do quarto verde era uma folha de papel e se entreteu a pintar um bocado com lapis de cera?
Vamos ter uma grande conversa, aí vamos vamos...

7 de dezembro de 2014

O cheiro do Natal

Tinham outro cheio as minhas árvores de natal quando era miúda.
Cheiravam a resina, a chuva, a natureza.
A 8 de Dezembro eu e o meu irmão íamos ao pinhal que rodeava o bairro, botas de borracha calçadas.
Ele levava o serrote na mão, eu uma caixa de papelão pequena para trazer musgo para o presépio.
Entre dezenas de pequenos pinheiros escolhíamos um.



Não podia ser muito grande (a casa era minúscula)  tinha de ter o tronco direitinho, e muitos ramos.
Ele serrava o pinheiro eu apanhava o musgo.
Eu vinha quase sempre zangada porque preferia o outro pinheiro, aquele que o meu irmão não queria, mas ele era mais velho, ganhava sempre.
A minha mãe ficava em casa a forrar com papel uma velha lata de tinta, que depois era cheia de areia.
Era ali que se colocava o pinheiro quando nós chegássemos a casa cheios de resina nas mãos e lama nas botas.



Bolas e fitas de várias cores eram colocadas nos ramos, pedaços de algodão eram espalhados para simular a neve.
Também pendurávamos  chocolates.




Por baixo da árvore era colocado o presépio.
E era com um pinheiro e um presépio que se decorava a pequena sala, não haviam mais decorações.
Tinha um cheiro tão bom o meu Natal!


Agora vou ao pequeno espaço onde guardo a decoração de Natal, escolho uma das três caixas onde tenho árvores, a branca, a preta ou a verde.



Trago outra caixa com bolas, fitas e luzes, e agarro noutra com a restante decoração.



Venho para a sala e num instante a árvore está pronta e a casa decorada.



Sem ritual, sem zangas de irmãos, sem resina nas mãos nem lama nas botas mas principalmente sem o cheiro.
Tenho uma casa muito maior, tenho escolha nas cores da árvore, decoração espalhada por cada canto, mas não tenho o cheiro do Natal de quando era criança.






5 de dezembro de 2014

Trocas entre blogues.

Já segui para o seu destino. a esta altura já vai a caminho da nova casa.
Gosto destas trocas de Natal feitas entre pessoas que não se conhecem mas que gostam de partilhar pequenos presentes feitos por elas  mesmas.
Quanto ao que fiz? Pois ainda não posso mostrar.

Agradeço á  Ana pela iniciativa e trabalho que teve com a organização desta troca.
Boas trocas...

4 de dezembro de 2014

Não sei educar gatos.

Eu sabia!
Bom saber, saber não sabia pois no ano passado não fiz árvore de Natal no chão.
A Griselda era bébe e eu tinha cá um dedinho que me dizia que ela ia achar que as bolinhas e as luzes eram uma coisa encantadora para deitar a pata e brincar.
Pois que então este ano as bolas vermelhas andam a rolar pelo chão, as estrelas baixam à terra e os corações caem desvanecidos sobre os mosaicos brancos.



E a causadora de tal roubo, sem vergonha no focinho, torna a voltar ao local do crime, pronta para que quando eu volte as costas, agarre mais uma bola e se divirta no corre corre pela sala.
Decididamente não fui uma boa educadora de gatos...

1 de dezembro de 2014

Mãos... as minhas









Em miuda tinha vergonha delas.
Eram rudes, com calos e muitas vezes com bolhas do trabalho de servente que era obrigada a fazer. 
Muito tijolo, baldes de massa, de água, réguas, talochas, ponteiras e escopros passaram por elas, Muitas paredes foram erguidas com a sua ajuda.
-Dá-de um tijolo, dizia ele.
-Passa-me a esponja.
- Põe aqui mais massa!...

Também muita batata ajudaram a plantar e a apanhar, muito milho debulharam, muitas ervilhas descascaram. 
Eu via a miudagem a brincar na rua, enquanto eu só era miúda quando ele ia trabalhar para fora, aí sim a minha mãe deixava-me brincar na rua, aí sim era criança como as outras da minha idade.

Durante alguns anos foram feias mal tratadas, quase sem unhas.
Eram ásperas  "velhas" e gretadas.
Á noite colocava vaselina liquida que a minha mãe sempre tinha em casa, aquilo ardia, (dizem que o que arde cura) de manhã estavam um pouco melhores.
Aqueles tempos de miúda deixaram-me marcas, mas as mãos nunca mais tiveram calos iguais aqueles.
Os anos passaram e tantas coisas por elas foram feitas.
Trocaram as fraldas das filhas, dos netos, dos filhos dos amigos, bordam, pintam paredes, fazem pão, lavaram roupa no tanque, fizeram carinhos...

Melhoraram muito as minhas mãos.
Agora uma delas não se anda a portar lá muito bem, é do trabalho dizem os médicos que vou viver o resto dos meus dias com este problema..
Mas Hoje "e desde há muitos anos" acho-as bonitas, as mãos, as minhas!.



A cabeça sonha, imagina
O coração sente, ama
E as mãos?
Raizes soltas das almas, recebem quem nasce
Embalam, amortalham quem parte

Rezam, fazem a obra.
Florescem e no final murcham como as flores.
       

Maria José Rijo


29 de novembro de 2014

Um dia será um quilt,



A Cláudia do http://eutambemtenhoumblog11.blogspot.pt/ falou-me sobre uma coisa, e logo fiquei aqui a pensar:
- Embora não tivesse tecidos nas cores que a Cláudia falou, sei que tenho ali tecidos vermelhos!

Abri a mala onde tenho restos de tecidos e outros que apenas foram comprados porque na altura gostei deles.
Encontrei também lá esquecidos uns quantos pedaços de linho que bordei no ano passado.
Veio tudo cá para fora. Cortei cosi.
Por enquanto são apenas 6 pedaços de linho bordado com terminações de tecido.
Um dia será um quilt, uma manta de retalhos, um redwork o que lhe queira chamar.
Um dia,  porque agora vão voltar para a mala e ficar assim guardados á espera de outros tecidos que depois de muitos cortes e muitas horas de costura se juntarão à  festa.
Um dia...


Ohh e entretida que estive durante umas noites, nem fiz  a tal "coisa" que deveria fazer e que resultava da tal conversa com a Cláudia.
Tantas vezes isto me acontece, começo com uma ideia mas acabo a fazer outra coisa completamente diferente.
Voltei aos tecidos vermelhos...



Cortei, cosi, enchi.
 É que se não o fizesse agora só daqui a um ano seria a altura ideal de o fazer.


E ontem à noite conheceu o seu local de destaque durante um mês e pouco.
Hoje será o dia de enfeitar a "grande" àrvore de natal.
Hoje começa o Natal na casa da Pinta.
E um dia terei um quilt...


27 de novembro de 2014

Um peditório assim não! Obrigada.



Nesta altura é costume algumas instituições pedirem ajuda às Empresas para apelarem ao bom gesto dos seus colaboração com a doação de bens essenciais.
Este é mais um ano.
Não vou escrever sobre o que penso ou acho destes peditórios, não é disso que se trata, mas vou escrever sobre a lista que nos foi enviada onde constava os bens que deveriam ser doados, para posterior recola da tal instituição e distribuição a quem de direito.
Foram colocadas caixas no edifício onde colocaríamos os bens essenciais.

Era pedido entre outras coisas:
Massa, arroz, tomate em lata, açúcar, azeite, ovos (2 dúzias), farinha (5 kilos), óleo, leite,  pudins, leite creme, leite condensado, gelatinas e a lista continuava.

Fiquei a olhar.
Bens essenciais?
Pedem  ovos mas em caixas de 2 dúzias?
Farinha, 5 kilos?
1 pacote de farinha de 1 kilo não serve? 1/2 Dúzia de ovos também não (até porque este não será dos melhores produtos a serem transportados e condicionados..)
Eu sempre ouvi dizer que muitos poucos fazem muito, ou temos de doar em quantidades que nos pedem?
pudins, leite creme, leite condensado? Serão estes bens essenciais?
Para mim não são, que tenho de ponderar muito bem onde e como gastar o dinheiro que tenho no orçamento destinado á alimentação.
Tenho de fazer escolhas de produtos, tenho de ver o que faz falta na despensa e no frigorífico para poder fazer uma refeição, e sim passo muito bem sem um pudim para sobremesa, ou um leite creme.
Se gosto de fazer bolos e doces e se me sabem bem?
Claro que sim, mas só os faço quando tenho possibilidades disso.
Eu continuo a dizer bens essenciais para mim não são estes, talvéz esteja errada.
Por isso para mim peditórios com os termos com que este foi feito, não, obrigada.



22 de novembro de 2014

Eduardo, o pasteleiro.








Viemos os dois para a cozinha, seguimos a receita à risca, e no final tinha-mos um monte de bolinhos.
Ele acompanhou o seu com um copo de leite, eu com um chá quentinho...

 O trabalho do menino é pouco, mas quem o despreza é louco.


18 de novembro de 2014

Duas fotos, um nascer do sol.




O nosso sol numa manhã em que as nuvens teimavam em tapa-lo.

Um dia de Novembro como tantos outros mas em que eu fui uma quase fotógrafa .

16 de novembro de 2014

A vida é um circulo...de máquinas avariadas!.

Sábado de manhã, roupa na máquina, máquina ligada.
Sábado de tarde, roupa ainda na máquina com o tambor cheio de água e a porta sem abrir.
Não pode ser, a máquina avariada não.
Ainda há pouco tempo tinha avariado a outra, (  AQUI  ) (afinal não foi assim há tão pouco tempo.)
Sentei-me no chão da cozinha em frente dela, rodei o botão para todos os programas e nada da água sair, o tambor só oscilava nem sequer rodava.
Continuei a tentar.
A gata veio-se sentar ao meu lado.
Meti os dois pés na frente da máquina e munida de forças e desespero tentei a todo o custo que a porta se abrisse, nada, nem um milímetro a porta sedia.
Tentei, tentei, até que a porta se abriu, a água jorrou lá de dentro para o chão, para cima de mim, para de baixo da máquina, do frogorifico, da mesa.
A gata fugiu, eu praguejei...
A Joana veio ver o que se passava, eu mandei-a para o quarto.
Tirei a roupa de dentro da máquina, apanhei com a esfregona a agua que estava no chão.
Tentei tirar o filtro para escorrer a restante água que se encontrava no interior do tambor, estava muito apertado, só com a ajuda de um alicate consegui tira-lo mas antes dei cabo de um dedo.
A água voltou a inundar o chão.
Da Joana e da gata nem sinal.
Tinha os chinelos encharcados, as calças a pingar e só fazia mentalmente contas à vida.
Estava zangada comigo, pois quando esta me foi oferecida pensei:
-Vou guardar uma moeda em cada dia que ela trabalhe, assim quando ela se avariar tenho dinheiro para outra!.
Mentira, só fiz isto durante um tempo, depois gastei o dinheiro e não voltei a juntar nenhum.
Já sei como é ter de lavar roupa na banheira, e desta vez não vou ter a mesma sorte que tive ( EM 2011 )
Fui à loja procurar uma máquina.
Voltei para casa para fazer contas, voltei à loja noutro dia e encomendei a máquina.
Agora tenho uma máquina que me dá música para avisar que acabou a lavagem, com um tambor enorme que dá para lá meter a nossa roupa e a do vizinho se for preciso.
Tenho uma máquina toda XPTO e mais uma conta para pagar no final de cada mês.

Adenda:
Entretanto passou um mês, já fiz várias lavagens de roupa.
Lava melhor, muito melhor que a antiga, (NEM ME TINHA APERCEBIDO QUE A VELHA JÁ NÃO LAVAVA TÃO BEM COMO TUDO ISSO...) não tenho colocado o activador de detergente e a roupa sai limpinha.
É uma A+++, têm o sistema de poupança de água que me cativou deste o inicio, é no mínimo diferente olhar para o tambor e não ver quase nenhuma água lá dentro. Tem também o sistema eco bublle que ajuda na formação de bolhas para uma melhor lavagem. (não liguei muito a este pormenor quando me foi explicado pelo vendedor...)
O facto de poder ajustar o aquecimento de água e o nível de centrifugação de cada lavagem é uma mais valia.
Com o tempo de chuva, como tem estado, escolhendo a centrifugação máxima  (1200) a roupa saí com um nível de humidade muito menor, depois é só colocar na máquina de secar cerca em 30mn. e fica pronta para passar a ferro.
Até agora a única coisa que eu encontrei negativa é o facto de não fazer meia carga.
Na altura não achei importante, mas tendo um tambor tão grande e uma família só de duas pessoas ter a opção de meia carga para mim era de facto uma caracteristica que devia ter tido em conta.
Hoje tenho ali cobertores da cama dos gémeos para lavar, na outra máquina era impensavel colocar lá dentro um cobertor, hoje vou ver como se sai esta nova menina.
Na altura da compra , o vendedor explicou que estas novas máquinas como têm uma maior poupança no consumo de água e luz em relação ás velhas, cada lavagem fica mais económica do que com uma antiga. espero bem que sim.
Estes são as vantagens e desvantagens que encontrei, quem sabe poderão ajudar quem se encontrar numa situação como a minha.


GOSTAM DA PINTA...

Outras PINTAS