1 de janeiro de 2015

Ultimas e primeiras horas

Cheguei a casa e tinha uma surpresa.
A Joana tinha preparado a mesa e jantar já estava no forno.



 Depois foi comer rapidinho

 e sair para a ramboía



 A noite estava muito boa, não havia vento e pouco frio fazia




 e o fogo... 10 minutos de pura magia




Hoje esperava ver o nascer do sol, mas ainda dormiamos.
Não há fotos para o mostrar mas está um dia lindo.
Mais um ano, mais uma volta na vida.
Bom 2015.

30 de dezembro de 2014

30.12. ultimo passeio do ano e uma história de vida

 Levantámo-nos cedo e logo lhe disse para se despachar que iríamos dar um passeio a pé




Resmungou no inicio,  e não muito convencida e cheia de frio lá fomos.
Primeiro fomos tomar o pequeno almoço.





 Depois começava a caminhada.



Realmente a manhã estava um pouco fria mas o sol convidada a sair de casa.



gostei das cabeças de peixe que constituem este passadiço até à outra ponta praia



 Um dos três moinhos que se mantêm de pé, o maior dos três.



o Segundo

 E o terceiro.
Minutos depois conheci alguém que aqui nasceu.



 Encostado ao moinho maior existe uma casa bastante humilde, uma senhora estava á porta e vendo-me   a brincar com um dos seus cães meteu conversa.




 Perguntei-lhe se morava ali se não tinha medo de estar sozinha e assim se iniciou uma conversa demorada.
Convidou.nos a entrar.
- Entrem isto é só uma barraca, foi a Câmara que ma fez em troca do moinho que era do meu pai e onde eu nasci.
Mas sabe "menina" disseram que punham tudo arranjadinho e nada, e agora o moinho está fechado, os outros, um  ainda pertence aos barcos,  o outro aos escuteiros mas aquele onde eu nasci esta ali fechado.

Venho para aqui muitos dias, o  meu genro guarda o barquinho e as coisas de pesca aqui nas traseiras, tenho muitas vezes companhia, e ás vezes até durmo cá, tenho 73 anos e não gosto de estar "fechada" nasci no rio e é aqui que eu gosto.
Aqui ouço o mar, apanho ameijoas e tenho os meus animais.
Tenho um apartamento na cidade mas é aqui que passo quase todo o meu tempo.

(Foi aqui nesta praia que há semanas desapareceram três apanhadores de ameijoas, um foi encontrado morto no mesmo dia, outros dois ainda não aparecerem)

- Sabe menina, no dia em que desapareceram os homens, voltamos os carros para o rio, acendemos as luzes para lhes dar indicação da terra mas de nada valeu.

Perguntei-lhe se podia tirar uma fotografia à lareira.
-Tire menina, tire, tenho ali a caminha como vê está tudo limpinho...

Tem dois cães e o gato Mantorras ( que não se deixava fotografar) como companhia e um coelho que um dia alguém  o deixou na praia e que ela acolheu.


De dia como se de um gato se tratasse anda á solta, voltando para a sua capoeira quando lhe apetece.
















Regressamos a casa satisfeitas pela caminhada e por termos conhecido uma Senhora tão simpática que troca a vida de conforto na sua casa na cidade pela sua vida simples ao pé do rio que a viu nascer...
Não é o ultimo dia do ano, mas foi o ultimo passeio que dei em 2014 e gostei muito, um bom fecho do ano sem dúvida.
E até a Joana que no inicio não estava muito receptiva à caminhada veio feliz.

Bom ano.
              " Não importa a cor do céu, quem faz o teu dia ser bonito és tu."

27 de dezembro de 2014

Dizem que é como andar de bicicleta.

Pois, mas não me parece que assim seja, e se o é eu cai muitas vezes do selim,  que é como quem diz, fiz e refiz varias vezes o começo da malha inglesa que me queria lembrar ficou para uma próxima pois não consegui encarrilhar com o " faz uma malha em tricot, dá uma laçada, passa a malha sem fazer, " desisti não sei, não me lembro e inventar não vale a pena.
Mudei de estratégia e escolhi outro ponto.
Enquanto a manta grande espera ser teminada mesmo ali ao lado dentro da cesta de verga, vou dando cabo dos nervos ( e da tendinite) com este pequeno trabalho.
E diziam o quê?
Que é  como andar de bicicleta, nunca se esqueçe, pois pois,... são balelas!

24 de dezembro de 2014

Feliz Natal



Desejo a todos um Santo e FELIZ NATAL.

(...) Há um belo bolo bom na mesa
E uma vela bonita acesa
É o natal a chegar
Vai nevar, vai nevar, vai nevar (...)


22 de dezembro de 2014

A minha filha mais nova tem um clone!


Estava no Metro quando entraram duas senhoras e se sentaram à minha frente.
Já vinham com uma amena cavaqueira, e sentando-se ali era impossível eu não escutar a conversa.

Diziam uma dela:

-_Olha agora não larga os All Star de pano.
Naquele dia em que choveu muito foi com eles para a escola, parece que não tem botas! Chegou com os pés todos molhados, descalçou os ténis e ali ficaram eles no chão do quarto.
                 

- E agora anda com a mania de lavar a cabeça e andar de cabelo molhado pela casa, com este frio tu já viste?  Um destes dias apanha uma constipação enorme.
               
 E a conversa continuava.
 - Olha um dia destes abri o roupeiro dela e até me assustei, os casacos todos tortos nos cabides, uns só presos por uma ponta, outros do avesso, outros caídos. eu não sei o que mais fazer à rapariga
              
- Ahh espera e agora "rouba-me os cosméticos todos, quando preciso de alguma coisa e não encontro já sei , está no quarto dela.
            
Estavam a falar da minha filha!
Estive mesmo para perguntar à senhora se tinha a certeza que a filha era  a "dela", mas não tive coragem.
Os All Star de tecido molhados no chão do quarto, o roupeiro desarrumado, a cabeça molhada, e o roubo do batom, sombras e afins isto é coisa da Joana. E se a Joana é minha filha não pode ser filha da Senhora.
Cheguei  então à conclusão de que a minha filha tem um clone!
Desde este dia tenho andado preocupada, claro que ando!.....


Os filhos não crescem aos olhos das mães.

Por portas e travessas falaram à minha mãe sobre a postagem que eu tinha feito sobre  "O cheiro do Natal"
Senhora de 80 anos e nada data às novas tecnologias, sem ter pen, Pc, disco externo, pinterest, nem outras coisas que tais, onde guardar para mais tarde recordar o referido texto, pediu para que o copiassem e o imprimissem de maneira a que ela o pudesse ler sempre que lhe apetecesse.
Ela e todos os que forem lá a casa, porque agora está exposto na parede da sala, ao lado do esquilo que eu fiz em "esmirna" quando andava na secundária e mais as 545 outras coisas que fui fazendo ao longo dos anos e que ela foi guardando.
Parece que apesar dos meus 50 anos não deixo de ser a ser a sua menina.


21 de dezembro de 2014

Um dia repetido todos os anos.


Embora o sol nos aquecesse, o dia estava frio.
Rumamos para casa da Mãe, como sempre aproveito estes dias para conversar e ouvir o silencio do campo.
Hoje juntavam-se mães e filhas, quatro mulheres ao todo com uma tarefa a fazer. 




Era o dia de se fazer as filhóses.
Uma receita simples onde não é preciso esperar por massas a levedar, nem requer muito tempo para ser amassada.



Tudo muito simples e de maneira artesanal, tudo feito em família.
Os dois rolos de madeira já perderam a conta a quantas massas esticaram, a recartilha de madeira ( a que está na mão do Simão) diz a minha mãe que foi a primeira que teve, já não corta, mas ano após ano é posta na mesa entre os outros apetrechos de trabalho, afinal ela tem uma longa história nesta família, agora serve de brincadeira para os gémeos.

A massa depois de esticada e cortada  é levada a fritar em óleo bem quente para que fique estaladiça posteriormente é coberta com açúcar e canela.
E assim ano após ano as mulheres da família fazem os seus primeiros fritos de Natal.
Daqui a um ano se Deus o permitir estaremos aqui novamente para fazer as filhóses.

" O melhor lucal do Mundo é aquele onde estás ao pé de quem amas"

19 de dezembro de 2014

Quiltar

Aprendi se assim se pode dizer, a quiltar sozinha.
Gosto das peças assim, cheias de pequenas curvas e contra curvas feitas num caminho sem fim onde os pontos não devem ser sobrepostos.
Ás vezes a agulha vai para o sitio errado e lá se dá um encontro indesejado com dois ou três pontos.
Há técnicas para quiltar, eu não as sei, dou erros, não consigo manter  sempre o mesmo tamanho dos pontos, mas sigo em frente.
Gosto de quiltar, gosto de estar no anda e desanda com o tecido, numa brincadeira com a agulha, onde ela me ganha sempre.



Uma costureira a sério encontrará mil defeitos, eu tambem encontro alguns, mas tambem sei que a cada peça acabada estou a melhorar, já nem reclamo tanto com o pregar dos fechos, já não são aquele "bicho papão" que eram ao inicio
E assim entre erros e acertos nasceu mais uma bolsa cheia de árvores de Natal, como pede esta época.
E da próxima vez, sim porque haverá uma próxima vez, ficará melhor.

"Não tenho certeza de nada, mas a visão das estrelas faz-me sonhar."
              Vincent Van Gogh


17 de dezembro de 2014

Deste inverno não passa.

Têm de ser acabada este ano, quer dizer, no inicio de 2015.
Que vergonha, já tinha tempo suficiente para estar feita e refeita e ainda lhe falta tanto...
A Dª. Griselda já vai aproveitando para a testar, e até resmunga quando eu a enxoto lá de cima.
Também não sei como farei as ultimas carreiras, se lhe faça uma barra grande, se termine com ponto baixo, só sei que tem de ser acabada este inverno...

16 de dezembro de 2014

Trocas trocadas

Presentes enviados e recebidos, troca acabada, gente feliz.
Sim porque se pode ser feliz com pequenos presentes feitos por quem nem sequer conhecemos.
Eu adorei os presentes feitos e enviados pela Elisabete dona do Blog
Um blog que eu não conhecia.

Gostei de tudo mas este pequeno presépio feito com um copo, é o máximo.
Gosto de presépios e agora tenho mais um para juntar aos que estão sempre espalhados pela casa nesta época.



Também os meus presentes chegaram ás mãos da nova dona.
E, assim bem perto do Natal se fez uma troca de mimos, de presentes de lembranças, de carinhos.

GOSTAM DA PINTA...

Outras PINTAS