29 de janeiro de 2015

Galão quentinho e pão com manteiga



É desde sempre o meu pequeno almoço preferido principalmente de inverno.
Não o posso fazer todos os dias, mas de vez em quando um galão e um pão com manteiga sabe-me pela vida.
De manhã antes de sair de casa não como, às vezes faço um chá como uma bolacha tirando isto...
Trago um pão com manteiga e aqui na máquina de moedas escolhemos entre chá, café, café com leiteou leite com chocolate mas não é a mesma coisa do que sentar num café beber um galão bem quente e comer um pão com manteiga.
Ao pé do trabalho havia o café do Sr. António e ele tinha uns galões que sabiam divinamente.
Um Galão cheio de espuma servido naqueles copos grossos, com uma pitada de canela por cima.
Nas manhãs mais frias aquele pequeno mimo aquecia o corpo e a alma até à hora do almoço.
Agora o café do Sr. António fechou.
Era o único sitio ao pé do trabalho onde se podia tomar um café, almoçar ou fazer um pequeno lanche isto é uma zona só de escritórios
Agora fechou, e já não vou ter onde beber o meu galão quentinho, nem sequer um café.  E sabia tão bem nas manhãs mais frias...

O café do Sr. António fechou.
O País continua a fechar.

Um destes fins de semana "brilhouse-me" os olhinhos para um café com natas e uma queijadinha, não estava mau, mas ficou bem longe do Galão e do pão com manteiga do Sr. António.

28 de janeiro de 2015

Os meus peludos

 Não tem estado esquecidos, apenas não tem calhado falar neles.
O Tobias continua lindo e peludo como no primeiro dia em que o vi.





O Pintas que agora se esconde mais talvez por causa do frio, continua fofinho e com um pêlo liso e sedoso.
A Griselda como sempre não lhes dá descanso, e quando apanha a gaiola do Pintas aberta, vai lá para dentro, ele não gosta corre com ela, mas gata que é gata não tem vergonha nos bigodes e logo que encontra uma oportunidade lá está ela a implicar com o pobre bicho.




Ele refila, chia e dá a entender que aquilo é o seu espaço, que não a quer ali, mas de nada serve.
São assim os meus peludos, lindos os três.



26 de janeiro de 2015

Aproveitando o sol.

 Depois de duas semana rodeada de antibioticos, charopes anti inflamatórios, e cházinho de limão com mel, o dia esperava lá fora cheio de sol e soube mesmo bem o regresso à dita vida normal.
Descobri um novo jardim, novo para mim pois ele está aqui há muitos anos eu é que não o conhecia.



 Com as "pilhas" recarregadas tive energia para os acompanhar nas brincadeiras.







 Uma tarde bem passada a três entre gargalhadas e correrias, longe dos lenços de papel e do nariz entupido.

23 de janeiro de 2015

Praga de mãe

Jardim infantil - Av. da Praia
Quando era miúda a pobre da minha mãe tinha de ter mesmo uns nervos de aço, para conseguir acompanhar-me ás compras, principalmente quando se tratava de comprar calças.
Tinha eu 11,12,13 anos e as lojas da Av. eram todas revistas de alto a baixo, e vestidas e despidas todos os modelos de calças lá à venda.
Ás vezes não me contentava e ainda tornava a lá voltar, acabando por sair sem nada comprado.
 - Ah e tal vamos ver novamente aquelas azuis, sabes mãe!..  

A minha mãe desesperava comigo e as vendedoras também.
-Não gosto destas, estas fazem-me mais gorda, estas tem bolsos aqui, estas são escuras de mais…
Mais tarde acabou por preferir dar.me o dinheiro e mandar-me sozinha às compras, (possivelmente para bem da sua sanidade mental) sem que antes não me tivesse dito: 
- Deixa lá que quando tiveres filhos vais ver o que é!.

Com a Lúcia a "coisa" sempre foi fácil, ela sempre foi mais independente, mais pratica, mais Ya, fica-me bem
Ainda hoje se lhe compro alguma peça de roupa ela gosta sempre, já a Joana, é porque não gosta do modelo da cor do tecido, por isso optei quando ela gosta no saco vêm sempre mais do que um par igual.
Fico cansada sempre que tenho de lhe comprar calças...

Tenho cá para mim que isto ainda são os restos da praga da minha mãe.
Pragas de mãe é fogo…ou como se diz: 
Cá se fazem cá se pagam.

21 de janeiro de 2015

Sombras

Sombras. A minha e a dela.
Regressei ao blog, e á vida normal, ainda não muito normal pois a gripe deixou um pequeno rasto que ainda se prolonga.
Não muito normal porque no trabalho quando se regressa mesmo que sejam poucos dias de ausência, as novidades normalmente não são as melhores.
Em breve veremos se o sol brilhará mais um ano ou se as sombras vieram para ficar.
Todos os anos em Janeiro é a mesma incerteza, quem será que fica? quem será que vai?

















13 de janeiro de 2015

Cesto para brinquedos

Nem todos os dias haveram birras.




Nem todos os dias serão só de brincadeiras




Agora só leva lá dentro dois bonecos de pano, pequeninos como ele, mas naqueles dias em que as birras não cheguem e a vontade de brincar seja grande, terá um cesto com brinquedos prontos a entrar no imaginário de mais um menino que está a aprender a crescer.


11 de janeiro de 2015

Laranjas


Foram as primeiras que apanhei da laranjeira que conheço desde sempre no quintal da mãe.



Já em catraia fazia isto, descascava uma ou duas laranjas, partia os gomos aos bocadinhos, salpicava com açúcar (coisa que não era preciso mas que eu gostava) e vinha para a sala já depois de jantar come-las enquanto via televisão.


E há hábitos/manias que se vão mantendo pela vida.
É que comer laranjas na cozinha não tem o mesmo sabor! Não é a mesma coisa estar sentada numa cadeira e estar sentada no sofá onde possa por os pés em cima do assento prato de laranjas ao colo, e comer sem a interferência de ninguém.





De ninguém, quer dizer!...




8 de janeiro de 2015

Pensamentos..." De mim para mim"

Num buraco de uma velha casa , um gato apanha sol.

Acordei rabugenta e a refilar sozinha.
Sai da cama onde dormi com lençóis térmicos e um edredom quentinho, entrei na casa de banho, abri a torneira e passado pouco tempo pude tomar um banho quente e rápido.
Fiz um chá, comi uma bolacha, vesti o casaco coloquei o cachecol, sai para rua, ainda era escuro.
Apanhei o autocarro,  o barco, estava muito frio.
Vinha irritada, eu que nem sou friorenta estava gelada. Mas porque raio tive de sair de casa para trabalhar com este frio!...
Cheguei a Lisboa, olhei ao redor e vi um recanto de um prédio aquilo que tinha sido uma cama -Uma cama-  uma cama feita de papelões e velhos cobertores.
Ao lado não havia casa de banho nem água quente, nem uma chávena com algo lá dentro fumegante, nem uma bolacha, nem um casaco...nem nada, nada, apenas a rua.
Ajeitei o cachecol ao pescoço e segui o meu caminho agradecida, afinal eu tinha tanto, e só sentia um pouco de frio!

Olha devagar para cada coisa, aceita o desafio de ver o que a multidão não viu.
                 Padre Fábio de melo.


6 de janeiro de 2015

O quarto

Depois de pintar dois moveis em branco gosto mais do quarto
Até ela já se rendeu.
-Sim mãe fica melhor assim

Uma colcha cor de rosa e uns cortinados todos brancos  estão nos planos do "A COMPRAR"



e nos planos de " COISAS A PINTAR" estão as portas deste móvel e a cabeceira da cama.



Já tantas arrumações, mudanças e trocas teve este quarto.
Aqui ainda parecia um arco-iris
A parede com uma cor mais clarinha, (embora ela me diga que quer rosa-choque)  tambem a meu ver ficava melhor, mas não será para tão breve as mudanças aqui em casa são feitas a passo de caracol.





Aos poucos lá vou conseguindo tirar tanta mistura de cores que o quarto tinha

3 de janeiro de 2015

Pinta e repinta.


Por aqui nem sempre a cor preferida foi o Rosa.
Até nem gostava muito de cor de rosa quando era miúda, não sonhava com um quarto de princesa, também as minhas folhas não andaram  muito com cor de Rosa, mas agora até gosto.
Mas não vim para escrever sobre a cor rosa, vim só mostrar uma maneira fácil de pintar puxadores.
Desta vez foram os puxadores do móvel da Joana , colocados assim num palito de churrasco fica mais fácil para se pintar e secam rapidamente.
E pronto é só isto, um pequeno truque.
Afinal há tantas pequenas ideias que nos ajudam e nem sempre nos lembramos delas.

  Só em momentos de crise a imaginação é mais importante do que o conhecimento
        Albert Einstein







GOSTAM DA PINTA...

Outras PINTAS