18 de junho de 2015

Sorvete de morango e banana


Bem fácil de fazer e muito mais saudável do que os de compra.
Congelar a fruta.
Triturar a mesma num robot de cozinha, juntamente com um bocadinho de açúcar.
Juntar um iogurte natural.
Colocar nas taças
Deixar que os miúdos se lambuzem e lambam os dedos.

Guardar as taças para a próxima vez.
Sim porque vai haver uma próxima vez...

15 de junho de 2015

Manta de patchwork


A energia voltou, não na totalidade, mas já com grandes efeitos secundários, e o primeiro resultado foi a terminação da manta de retalhos.




E é mesmo de retalhos pois todos estes tecidos haviam sido comprados há muito tempo, uns eram sobras de outros trabalhos já feitos.

Só o tecido do forro e do víes foram comprados especificamente para a manta
Ainda sobraram retalhos que vão servir para uma outra manta a começar quem sabe nos próximos dias.



12 de junho de 2015

O gato do R/c.

Não sei sequer o seu nome, mas é aqui no r/c do Edificio onde trabalho que ele vive.
Apareceu por aqui era ainda bebe, alguém o recolheu e lhe deu como lar uma sala de trabalho.
Imagino-o a deambular entre arquivos, secretárias, impressoras e a dormitar nas cadeiras vazias.
 De manhã abrem a janela, ele gosta de apanhar ar fresco e não salta para a rua,  fica ali a ver-nos chegar.
Não imagino nenhum animal aqui na minha sala de trabalho.
Já é complicado as pessoas concordarem com decisões básicas do dia a dia, se uma abre a janela uma outra quer a janela fechada, se uma desliga o ar condicionado a outra diz que o vai ligar porque tem frio, quanto mais ter um animal que passeia pela sala, que larga pelos, que mia, que precisa de cuidados.
Não aqui na minha sala não dava, nem os chefes deixavam...

Em tempos vi uma repostagem dos Estados unidos "acho eu" onde numa empresa era permitido  levar os cães para o trabalho, desde que os mesmos não fossem agressivos com os outros e se comportassem bem.
Ficavam enroscados ao lado das secretárias dos donos.
Diziam as estatísticas que os trabalhadores eram mais produtivos desde que tinham consigo os animais de estimação.

Estamos a chegar ao fim de semana ele vai ficar dois dias sozinho pois não há ninguém nos finais de semana a trabalhar, por certo tem muito tempo livre para dormir.
Bom fim de semana Gato, até segunda feira.

11 de junho de 2015

Caracóis.

Lamento mas as campanhas que se vêm nas redes sociais sobre os caracóis não me incomodam.
Gosto e sempre gostei de caracois, se forem picantes e salgadinhos acompanhados de uma cerveja fresquinha melhor ainda.
Gosto de os comprar, lavar e fazê-los eu.
_ ahh e fazes só para ti?
Claro que faço, se não tenho preguiça de fazer um jantar só para mim porque terei em fazer caracóis!
Prefiro quando faço um grande tacho cheio, quando a mesa se enche de pessoas, quando há animação ao lanche mas se estiver sozinha não me incomoda nada de ir fazer 1 litro de caracóis só para mim, já que a Joana não gosta.

E então que tal!.Vai um caracolinho?

8 de junho de 2015

A Brites

Traga-me um trabalho sobre uma personagem da história de Portugal, usem a imaginação.
Façam um desenho, um texto, uma maqueta, pesquisem sobre o assunto, e apresentem como quiserem.
Foi este o desafio para o ultimo trabalho do ano do professor de História à turma.

 Ela achou por bem fazer uma boneca com material reciclado que personalizasse a Brites de Almeida mais conhecida por padeira de Aljubarrota.

Restos de tecido
Uma embalagem  vazia de pringles (batatas)
Papel branco
Uma das minhas colheres de pau
Cola
fitas e lã

O texto foi escrito numa folha branca, foi queimadas as pontas para imitar um papel antigo, enrolado e colocado no braço direito da padeira.

Eu só lhe disse:
- Podia ter uma cara mais bonita.

- Oh mãe então ela tinha cara de homem não a podia fazer linda e pestanuda.
O professor elogiou o trabalho.
Eu fiquei muito orgulhosa e achei que para quêm como a Joana  não gosta nada de artes, a BRITES até ficou muito bem.

5 de junho de 2015

No serviço de Imunohemoterapia -2-

No dia do terceiro tratamento havia greve dos enfermeiros mas por aqui nenhuma das enfermeiras aderiu à greve, até por cá estava uma enfermeira estagiária.
Todas as marquesas se foram enchendo.
Algumas já são caras conhecidas, outras vieram pela primeira vez, continuo a ser a mais nova.
Desta vez também eu estive à conversa com uma das auxiliares, afinal estar ali durante uma hora e meia dá motivo para conversa.
-Já noto que tem umas corzinhas melhores, dizia-me ela.
-Sim também já sinto melhoras, respondo.

Desta vez houve uma coisa que me impressionou.
Uma Srª. ( e não percebi qual tinha sido o motivo)  foi-lhe colocada a borboleta no pescoço. Não foi bem pescoço foi entre o pescoço e o omoplata.
A srª. estava-se  a queixar que lhe estava a doer, e depois ver os tubos ali directos ao pescoço fez-me impressão.
Acho que é muito mais fácil no braço ou mesmo na mão, aqui não doí, é como se estivesse-mos a fazer uma analíse.




Estou a meio do tratamento, estou quase a ficar "fresca e fofa"



Enquanto isto a beterraba, os legumes verdes escuros e o fígado  continuam a estar presente à mesa quase todos os dias.









4 de junho de 2015

Hoje é dia de abraçar o gato " disseram na rádio".

E como tinha esta postagem nos arquivos, acho um bom dia para a postar.

No inicio do inverno passado, com medo que de noite tivesse frio, comprei uma caminha para a Griselda.
Para mim foi amor à primeira vista, assim que a vi na loja de animais, era tão bonita rosa e cinzenta,mas Dª. Griselda Maria não lhe ligou nenhuma.
Ainda andou por aqui durante uns tempos, da sala para o corredor, do corredor para a cozinha mas o raio da gata mandava-me a mim deitar nela.
Acabou por ser lavada e guardada na arca onde tenho as colchas e cortinados.
Para poder tirar da arca uma colcha mais fresca coloquei a cama da gata no chão.
Ao virar as costas lá estava ela Dª. Gata mais o seu rato "Estrupício" muito bem na cama cor de rosa às pintas.
- Saí dai digo-lhe eu, quero guardar isso!
Virou-me o focinho e ficou ali muito quietinha como se a cama fosse a sua ultima descoberta.
É tonta a Gata, então agora com o calor é que ela gosta de uma cama quente!
Mas é linda a minha Gris, não é? Eu acho...

1 de junho de 2015

Malaquias, o porco espinho.






Quando era miúda apareciam muitos ouriços nos quintais.
Apareciam e desapareciam, desafiando os cães de guarda.
Depois com o passar dos anos, a construção foi crescendo, as estradas apareceram e hoje em dia muitos não as conseguem atravessar e chegar vivos ao outro lado.
O Malaquias andava perdido.
Agora não está no seu meio ambiente, mas tem uma casa e comida, por agora está protegido das rodas dos carros.

Adenda. O Malaquias não é meu, é do Mano, foi encontrado no meio de uma estrada e veio morar para casa da Mãe. ( mas eu sou a madrinha) serve de alguma coisa não serve??

29 de maio de 2015

O Alentejano que não se lembrava do ancinho...e eu.


(Contou-me a minha mãe esta história quando eu era garota)

 O Manel, um Alentejano ainda na idade casadoira, veio para Lisboa tentar a sua sorte.
Encontrou trabalho e por cá ficou 6 meses sem ir à terra.
Ao fim desse tempo as saudades da família eram muitas e resolveu ir um fim de semana à aldeia.
Achava-se agora moço fino da Cidade Grande, esquecendo tudo o que tinha aprendido na aldeia durante todos os anos em que lá vivera.
Esqueceu-se dos pés descalços nas ruas de areia, da cama com o colchão feito de camisas de milho, da água que tinha de ir buscar à fonte...
Vinha pela entrada que dava acesso à aldeia o Ti Zé da Anica. Pararam para dois dedos de conversa, e ficou admirado o Ti Zé com a conversa do Manel, já não conhecendo nele o rapaz que viu crescer.
Entretanto e já se fazendo tarde o Ti Zé agarrou nos sacos onde transportava as sementes, agarrou na foice e viu que lhe faltava o ancinho, devia do ter deixado cair no caminho sem dar por isso.
- Oh  Manel, apanha-o e guarda-mo que à noite passo lá por casa para o levar.
-Ah Ti Zé eu até o ajudava e o guardava se o visse, mas moço da cidade como agora sou já nem o que é um ancinho!
O Ti Zé abanou a cabeça e lá seguiu o seu caminho.
O Manel continuou para a aldeia e distraído como era não viu onde pisava.
Colocou o pé em cima dos dentes de ferro e logo o cabo de madeira devido à lei da física,  lhe foi bater no meio da testa deixando-o meio atordoado.
- Cabrão do ancinho, disse o Manel, tinha logo que estar no meio da estrada.
 Afinal o Manel sabia muito bem o que era o ancinho só se estava a armar em fino, esquecendo as suas origens humildes de moço do campo.

Dizia-me a minha mãe que por mais voltas que a vida desse eu nunca deveria esquecer as minhas origens, e não esqueci, mas desta vez!...
E passo a contar:

Depois de ter estado várias semanas (muitas..tantas..5..) sem passar uma única peça de roupa, ( se encontraram uma rapariga com uma camisola com as marcas das molas da roupa, era a minha Joana) a mesma foi-se transformando numa enorme pilha, mais parecendo a torre de pizza, alta e torta.
Agora sentindo-me com mais força  e coragem fui-me a ela "roupa"  decidida a acabar com o monte, até porque já pouca roupa havia nesta casa para se vestir, pois bem na segunda ou terceira peça, não me lembrando de controlar o calor do ferro, queimei uma blusa.

Bastou umas semanas para me esquecer de como se passava a ferro. (já parecia o Manel e o seu ancinho...)


O pior foi o estado em que o ferro ficou, nem com um produto próprio para limpeza de ferros nem com vela quente o raio do ferro ficava limpo.
Depois lembrei-me que tinha lido na net uma dica para limpeza de ferros, juntar  Bicarbonato de Sódio e sumo de limão.
Fiz uma pasta espalhei pelo ferro quente e esperei arrefecer.
Depois de frio passei um pano húmido e era assim que o tecido estava, aquilo não parecia tecido parecia plástico



 Puxei, saiu todo, depois foi só esfregar mais um bocadinho com o pano e tudo aquele castanho esborratado no fundo do ferro saiu.



E foi este o resultado, fundo do ferro limpo.



E por falar em ferro, o meu deve de ter já uns valores aceitáveis pois sinto-me um bocado mais activa sem tanto cansaço, não estou bem mas estou melhor.
Ainda me faltam 3 semanas, três tratamentos, mas já sinto alguma diferença.
Obrigada a quem tem perguntado, ah e não se esqueçam Bicarbonato de sódio e limão...

"Todos os meios são bons quando são eficazes." [ Jean-Paul Sartre ] 

27 de maio de 2015

Mãe galinha.


São poucas as vezes em que os pintainhos nascem na casa da Mãe.
Normalmente são comprados bem pequeninos nos mercados e vem para casa sem mãe, são deixados à sua própria sorte.
Desta vez foi diferente.



Galinha choca, ovos da vizinha galados (que aqui não há galo), pintos nascidos.




Agora é vê-la a ensinar os seus "meninos", sempre pronta a protege-los, escondendo-os debaixo das suas asas.
Têm um especial gosto ali por aquele canto da capoeira.



A "tia" atenta, do lado de fora da capoeira vai espreitando a nova família.


Enquanto isso vai pondo os seus próprios ovos, na esperança de um dia também ela ser mãe galinha.

GOSTAM DA PINTA...

Outras PINTAS