31 de agosto de 2015

Pinturas - depois

Quando se abre a porta da rua e se entra em casa ainda cheira a tinta.
Gosto deste cheiro, cheira a "novo" a "limpo", embora de novo e mais limpo do que o habitual não haja nada, há apenas duas reciclagens e bastante básicas.
O quadro com o desenho da Joana, só levou  umas pinceladas de branco na moldura azul e cartão à volta foi colocado ao contrário, deixando a parte verde ás bolinhas para dentro.




Os velhos cortinados da sala foram cortados ao tamanho da janela e tingidos de cor de rosa com tinta de tecido.


Todos os elementos que estão neste quarto foram encontrados na rua e reciclados, à excepção da cadeira cor de rosa e da arca de vime.
A cadeira já foi do quarto da Joana e a arca foi comprada quando ela era ainda bebe e guardava dentro os seus brinquedos. Um dia também será pintada de branco, ah e falta-me uma cama para que os gémeos possam cá passar a noite.

Comparo o antes e o depois e vejo como faz tanta diferença apenas mudar a cor das paredes.








Até a Griselda parece ter gostado da mudança pois já adoptou o colo da boneca como o seu novo local de sonecas.

28 de agosto de 2015

Pinturas de verão - O quarto verde-



Fez este mês 10 anos que comprei esta casa, e nos finais de Setembro mudamo-nos para cá.
A Lúcia e a Joana sempre dormiram no mesmo quarto, a mudança nas nossas vidas iria ser tão grande que achei por bem que a Joana então com 4 anos continuasse a dormir junto com a irmã, até porque a única mobília que eu trazia da "casa de família" era o quarto delas que era um beliche.
Sobrava então este quarto, que ficaria como sala de estudo para uma e sala de brincadeiras para a outra.
A Lúcia pediu para pintarmos uma parede de verde alface, com a casa cheia de caixas e caixinhas a ideia não me pareceu lá muito boa, até porque a casa tinha sido habitada por pouco tempo e estavam as paredes impecáveis e todas pintadas de igual. Creme!
Mas se era para mudar, então mudávamos tudo e à nossa maneira, afinal seriamos agora donas das nossas vidas e escolhas.
"Pintei a parede de verde e de seguida pintei também a do meu quarto em castanho chocolate, (cama não tinha mas isso logo se resolveria mais tarde) mas tinha uma parede cor de chocolate!"

Esta divisão passou a ser chamada de "quarto verde"
Passado dois anos este viria a ser o quarto da Lúcia, a Joana ia para a escola primária era uma menina grande já podia dormir num quarto só dela, sem medos e pesadelos.
Aqui já tiveram várias camas, vários móveis, mas a parede continuava igual, verde.
Chegou a vez de mudar.

Sabia que iria ser um longo trabalho pois desta vez tinha de pintar todas as paredes e tecto.
Tirei o menos possível da divisão, fiz montes e tapei com lençóis e toalhas velhas e ia arrastando de um lado para o outro conforme precisava de espaço.
Ao longo dos anos a parede lateral ganhou algumas rachas, foi preciso primeiro tapa-las com uma massa própria para o efeito.
Dá trabalho e tem de ficar disfarçada para que depois não se vejam os "remendos" e se as paredes fossem lisas acho que seria mais fácil, dava-se a massa lixava-se e já estava, mas assim é bem mais difícil e trabalhoso disfarçar "altinhos"
Há medida que tapava uma racha, aparecia outra, credo nem tinha visto que haviam tantas...


Tinha lido algures que se forrasse o tabuleiro de pintura com plástico ia ter muito menos trabalho depois na limpeza do mesmo.
Tentei a ver no que dava



E realmente é muito mais fácil.
Também, tinha lido de que não seria necessário tapar o chão, bastava lavar o mesmo no inicio da pintura e ir lavando novamente cada vez que mudamos para uma nova área.
Também resultou para mim, uma vez que tive de mudar os "tarecos" várias vezes de lugar, sem ter o chão impedido.



As pinturas iam sendo feitas por etapas, até porque a minha tendinite não me permite grandes esforços seguidos.
Primeiro o tecto, depois as paredes cremes e só depois a parede verde.
Esta foi a mais difícil, pois teve de ser pintada de branco antes de levar a cor final, e paredes rugosas dão muito mais trabalho a pintar do que paredes lisas.
Três demãos de tinta nesta parede e duas em todo o restante quarto.



Foi muito trabalho, mas tive sempre por companhia e vigilânçia a Gris.
Custo tutal:  €18.90 pois só precisei de comprar a tinta cinzenta e a massa para as rachaduras, tudo o resto já tinha em casa.





Este  quadro, um dos últimos desenhos feitos pela Joana no infantário antes de nos mudarmos, será reciclado.
Foi feito a 20.9.2005 e representa "A familia".
A "família" ... ela só desenhou a Mãe e o coração da mãe.
Era assim constituída a família de 5 pessoas aos olhos de uma menina de 4 anos.
O quadro será reciclado e permanecerá sempre numa qualquer parede.



Bom, e ao fim de três manhãs de trabalho, (sim porque eu sou uma amadora),  e algumas dores  no corpo, (até os calcanhares me doiam) as pinturas ficaram acabadas,
A roupa e o material de pintura foram lavados e serão guardados até (  e se )  houver próximas pinturas feitas por mim.
Agora falta colocar tudo no devido lugar, esquecer as dores e olhar a obra pronta.


"Se não sabes, aprende; se já sabes, ensina."


(Confúcio)

26 de agosto de 2015

Aí que me dói aqui, e ali, e ali....




Figado de vitela
Tenho continuado com o regime alimentar indicado pela médica, vamos ver como estarão os resultados das próximas análises
De tudo o que deveria comer só a carne de vaca é que me falha na mesa, tirando o figado de vitela não como carne de vaca.


Doce de cougete e beterraba

Baterraba, legumes e verduras não tem faltado.
Muitos sumos e laranjas, por isso espero que pelo menos a anenia esteja "controlada",
Quanto ao resto...

Gratinado de legumes no forno, batata doce, couve flor e beterraba

Setembro ainda não chegou e já tenho agendadas 6 (Seis...) consultas mais 15 tratamentos de fisioterapia.
Credo se calhar já morri e ainda não dei por isso...

 "- Cá para mim, os médicos acham que eu estou pior do que realembnte estou-" 

24 de agosto de 2015

Retalhos de dias de sol.



















Dias de sol passados a correr.
Penso sempre que "Para o ano é que vai ser!" , mas chega o ANO e é sempre igual, umas manhãs de praia, piscina e as tardes para tratar daquilo que ao longo dos meses não há tempo para fazer.
As chatices essas também teimam em não mudar, e quando mudam é mais do mesmo.
Dias de sol (poucos) que acabaram.
- Para o ano é que vai ser!

20 de agosto de 2015

Em (e da) familia.


Fui a casa da mãe fazer um caracóis para o lanche, o mano tambem ia lá estar. Apesar de morarmos relativamente perto quase passamos meses seguidos sem nos vermos. 



 Normalmente andamos desencontrados, eu vou a casa da mãe aos sábados, ele vai aos domingos.
Encontramo-nos lá raramente.
Desta vez percebi que os nossos hábitos são iguais.
Dá uma volta pelo quintal, espreita o Malaquias (o ouriço que é dele)  que se mantem escondido na sua casota, passa pela capoeira das galinhas




 Faz uma festa ao cão, e faz exactamente como o pai, espera que esteja tudo pronto...


Depois, lanchamos, arrumamos a mesa e cada um volta para a sua casa até ao próximo fim de semana na visita semanal.


Depois destas fotos as coisas mudaram um bocadinho. Já, fez 15 dias que o pai está no hospital, entrou de urgência e depois de vários exames foi-lhe diagnosticado um tumor, foi operado e agora aguardamos o resultado, continua hospitalizado embirrento e resmungão com tudo e com todos.
Como eu admiro a paciência das enfermeiras e auxiliares que tem de tratar dele.
Realmente há pessoas tão dificeis de lidar e de se dar com os outros até mesmo quando sabem que dependem deles...
Nós " eu e o mano" temo-nos encontrado lá na hora da visita, depois ele trás a mãe para e vai regar o quintal tarefa que a ela muito lhe custa, já lhe chega ter de tratar da bicharada e da casa.

Por aqui  quase sem novidades e também  sem pc, e com falhas na net, as postagens e visitas tem sido quase nada.
Veremos como serão os próximos dias.
Pinta

11 de agosto de 2015

Doce de courgete e beterraba.

Há dois ou três anos nem sabia o que eram courgetes, depois começaram a entrar nas sopas para substituir a batata e agora é  vê-las em bolos e doces.
Desta vez a courgete  juntou-se com uma linda beterraba e juntas abraçaram o açúcar dançaram um um pouco e dessa dança saiu um doce.


Rendeu três frasquinhos.




Apetece mesmo comer...



Ao lanche, juntamente com uns pãozinhos muito parecidos com os brioches, acabados de saiu do forno é um doce delicioso, até os gémeos gostaram.

8 de agosto de 2015

A cama, a gata.


Ela sabe que não a quero na minha cama, e quando o faz e me vê, salta logo lá de cima, mas nesta manhã, talvez estivesse carente, viu-me ronronou e foi ficando. Não tive coragem de a enxutar sem primeiro ir buscar a máquina.




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Novidades, novidades por aqui não vão havendo, não por estar doente mas sim porque não tenho feito mesmo nada de especial, mas tenho tanta coisa a meio...credo não cou começar nada sem acabar o que anda por aqui. Bom se calhar até vou pintar o quarto verde de outra cor logo veremos, e isto sim é um grande trabalho.




31 de julho de 2015

Delicia de chocolate

Agora que a Joana já a aprendeu a fazer de vez em quando tenho uma surpresa quando chego a casa



Uma "surpresa doce", assim como doce é a Delicia de chocolate.
A receita encontra-se com facilidade na net.
Delicia de chocolate da Bimby, mas feita com a batedeira fica igualmente deliciosa, e com uma bolinha de gelado...hummmm é mesmo uma delicia.

28 de julho de 2015

Línguas da sogra.

Fazia sempre um choradinho para que a mãe me desse uma moeda ao domingo.
(Ás vezes tinha direito a ficar com o troco que sobrava da ida á mercearia, juntava-a numa caixa de fósforos para as "estravagâncias" do fim de semana que se reduziam a um gelado ou a uma lingua da sogra.)

Ele vinha de bicicleta com dois grandes cestos de lado, tocava a gaita e parava  mal entrava no Bairro para avisar a criançada.
Sorte a minhan a nossa casa era a primeira da rua, por isso chegava sempre primeiro que as outras crianças.
Olhava para o cesto e escolhia sempre aquela que aos meus olhos me parecia a mais deliciosa.
Voltava para casa comendo pequenos pedacinhos, enquanto em sentido contrários vinham a correr os outros miudos desejosos de escolher de entre todas as outras, a sua lingua.


Era um momento solene em que não havia tempo para conversas nem brincadeiras, era o momento da lingua da sogra,
E que triste que ficava se por um acaso num fim de semana o vendedor não aparecia, ou quando a minha mãe estava zangada comigo e não me dava a moeda.
Depois...
Depois eu cresci, e tanta coisa mudou, e deixou de haver vendedores de linguas de sogra na rua do meu bairro.

Ás vezes encontro-as à venda nos supermercados mas não tem o mesmo sabor nem cheiro das que comprava em criança.




24 de julho de 2015

Querida dona...

... enquanto dormias, entraram pela varanda uns doendes, a fadinha dos dentes e o coelhinho da páscoa.



Eu tentei que eles se portassem bem, mas olha vê só o que eles fizeram, são mesmo traquinas não são dona?



Estou aqui à procura das suas impressões digitais que é para tu acreditares em mim.
Eu sei que vai ser difícil acreditares que foram eles os causadores de tão grande traquinice.



Dona eu ralhei com eles, e como vês eu tentei guardar tudo novamente na cesta antes de entrares na sala e teres dado aquele grito enorme e chamado por mim...
Sei que estás zangada mas mesmo assim eu vou-te dar um conselho:
- É melhor que esta noite feches bem a varanda não vão eles quererem vir aqui novamente,
Vá dona tem um dia de trabalho feziz.
Com carinho.

A tua gata Griselda


GOSTAM DA PINTA...

Outras PINTAS