27 de fevereiro de 2017

Almoço na casa da mãe.

Enquanto os foliões andavam na festa, ou se preparavam para ver o corso, (tiveram sorte estava um dia lindo) eu e o Mano fomos almoçar a casa da mãe.
Uma cabeça de peixe cozida com couves acabadas de apanhar e batatinha.












Já há bastante tempo não registava em fotos os nossos fins de semana no quintal da mãe.
O mano adora mexer, na terra, plantar, colher, regar, tudo o que aqui está plantado é obra dele.







grelos de couve a nascer

ervilhas em flor



couves

espinafres


 Quando se tem um quintal há sempre algo a fazer, uma erva que nasce, uma  flor que morre, uma galinha que foge, um gato que quer comer, um cachorro que ladra para ir à rua...



O Bebé-Ruca, foi encontrado no OLX alguem meteu o anuncio. Iam mudar de casa e não o podiam levar para a casa nova.
Está com a mãe há dois anos e pouco,
É um cão novo ( agora com 4/5 anos embora pareça que tem pêlo grisalho),  que não estava habituado a andar à trela.
A mãe faz questão de ir passear com ele duas vezes por dia, mas já não tem força para isso, ele arrasta-a, não a respeita, prefere correr a ir ao seu lado sossegado.
Comigo porta-se muito melhor.
A mãe diz:
- Tens de deixar uma cassete gravada com a tua vóz para quando sou eu a ir com ele á rua!



 Não pode andar sem trela pois foge não dá mão. Corre feito louco, temos medo de provocar algum acidente, por isso vem sempre com a trela, mesmo comigo.
Uma vez fugiu e fez a mãe andar pelas ruas a chamar feita louca
-Bebé-Ruca anda cá!
-toma lá Bebé-ruca!
Mas o bom do bébé-ruca só se deixou apanhar quando ela foi a casa buscar um chouriço.
-Vê lá tu, ainda por cima era um bom chouriço Alentejano...dizia-me ela ainda zangada com o cão
Claro que eu me ria ao imaginar a minha mãe de bengala numa mão e o chouriço na outra à procura do cão.
Bom mas continuando...


 O Bebé-Ruca mantém comigo algum respeito, portando-se muito melhor do que com a mãe, e eu faço questão de sempre que possível dar com ele um pequeno passeio.
Ele já o exige pois não pára de ladrar até não ver satisfeito o seu desejo.




 Hoje demorei-me um pouco mais.
Sentei-me na erva e deixei que ele andasse por ali, estava um dia bonito e o sol não estava muito quente.

Quando entro na quinta vejo a mãe que já vinha á minha procura.
- Então rapariga, o almoço está pronto, "daquenada" o peixe está frio e as batatas desfeitas.
E lá fomos os três para casa, eu, ela e o bebé-ruca...
-Não percebo! contigo ele não se porta tão mal! diz a mãe!
-Ahh é que eu sou a nova "encantadora de cães"!

O mano, já tinha deixado o quintal, já estava à espera.
O bebé-ruca bebeu água e foi dormir, nós fomo-nos atirar à enorme cabeça de peixe que nos esperava...

22 de fevereiro de 2017

enxofre = dia sem aulas = bolas trocadas e bolo chifom

Foi noticia a semana passada o acidente na SAPEC em Setúbal e a sua consequente nuvem de enxofre.
Quando a Joana  chegou à escola, a mesma estava coberta com uma camada fina e amarela de enxofre. A escola não abriu, os miúdos foram mandados para casa.
(Nesta altura ainda não se conhecia bem as proporções causadas no ar pelo incidente, que levou posteriormente 22 pessoas ao hospital.)
Ela ligou-me já vinha no comboio de regresso e disse que ia aproveitar o dia para fazer um trabalho para Educação física.

Como ainda ando a fazer fisioterapia chego sempre bastante tarde, e neste dia eram 20.45, quando entrei em casa, e...
... não havia jantar feito.

-Mãe, estive o dia todo a pesquisar e a fazer o trabalho para Educação física, já vou em 21 páginas!

 Resignei-me afinal se estava a fazer o trabalho para a escola...

No dia seguinte tiveram escola e já na parte da tarde foi emitido outro alerta para a população não sair à rua e o Ministério da Educação ordenou que as escolas se mantivessem fechadas, no dia seguinte ficariam novamente em casa.
Claro que para os miúdos é sempre bom não haver aulas, ainda mais dois dias na mesma semana, mas para desanimo da Joana tinha de voltar a fazer outro trabalho para Educação Física.

-Então? Pergunto. - Não estava bem? Mas tiveste tanto trabalho?

-Estar, devia estar... eu é que me enganei no tema.
O professor pediu um trabalho sobre  Badminton eu fiz sobre Andebol.


E mais uma noite eu cheguei tarde a casa e tive de ir fazer o jantar sozinha.
E tudo por culpa de ela se ter enganado no tamanho das bolas!...



Não há fotos dos jantares feitos á pressa, nem de noites com sono e olheiras,  mas há fotos de um bolo de chifom de chocolate feito no sábado à tarde.
Não ficou lá muito bonito, até porque ainda não me entendo muito com o forno novo, mas que ficou saboroso lá isso ficou.

A receita tireia DAQUI

Substitui o cacau por 125g de chocolate em pó e reduzi o açucar para 200g





20 de fevereiro de 2017

E fez-se luz.


Ligado a uma ficha com relógio temporizador, tenho no hall de entrada um candeeiro. ( reciclado. feito com uma garrafa e forrado com restos de tule de um cortinado)
Liga assim que anoitece e desliga na manhã seguinte, tem uma lâmpada de LED.
Não gosto de entrar em casa e sair e ficar tudo escuro "sei lá manias, coisas da idade" e esta foi a solução encontrada há uns tempos atrás, No tecto há 4 lâmpadas embutidas , mas a minha aptidão para electricista não chegou para encontrar uma solução para o interruptor que está logo à entrada, e o candeeiro pareceu-me a solução mais prática.


Mas como a Dº. Griselda se vem sentar aqui em cima da mala, aquele fio estava mesmo a jeito para se dar umas patadas, e já por algumas vezes encontrava o mesmo quase quase no chão.





Até que num dia quando fui ao IKEA vi uma lâmpada enorme, LED e com uns filamentos ( acho que é assim que se chamam...) muito engraçados.
Numa loja de material eléctrico comprei o restante material.



 E inventei.



A Luz é bem fraca, (melhor ainda gasta menos..) mas serve perfeitamente para o fim pretendido.
(E sim, guardo os papéis, cartas e caderno de recados, ali no suporte do relógio)


Quando mudar de ideias, basta descolar do tecto o suporte que é fixo com fita adesiva e guardar tudo.

Ahh e até já tenho uma encomenda para fazer um igual.

# Toda a conquista começa com a decisão de... Tentar #










16 de fevereiro de 2017

A despedida.






É assim que ela espera de manhã até que eu saia. 
Basta ver que me estou a calçar e sobe para o seu posto de vigia. Cá para mim penso:
- Deve estar mentalmente a desejar-me um bom dia.  

Mas possivelmente está a pensar:
-Boa, vou ficar com toda a casa disponivel para mim, vou arranhar mais um bocadinho o sofá e subir para cima da mesa, deitar-me onde não me deixas e rebolar-me na tua cama.



DONOS DE GATOS SABEM BEM QUE NUNCA SÃO DONOS DE GATOS.! OS GATOS É QUE SÃO SEUS DONOS
.

13 de fevereiro de 2017

Filetes de pescada no forno



Em pequena preferia peixe a carne, agora sempre que ouve falar em peixe fica com urticária.
Falo da Joana, claro.

O salmão faz-lhe dores de cabeça!
O bacalhau é peixe!
Peixe feito no vapor não tem sabor!
Peixe cozido, não sabe a nada!
Tem de haver sempre uma desculpa para evitar comer peixe, por isso quando esta semana fiz estes lombinhos de pescada no forno e ela disse que estava muito bom e que podia fazer mais vezes, quase que caí da cadeira.



 A receita encontrei-a na net,  "LOMBOS DE PESCADA COM MAIONESE" apenas mudei o acompanhamento que falava em puré de batata, eu preferi fazer batata e cenoura assada.
Então vamos lá á receita que impressionou até quem não gosta de peixe.



Eu fiz assim:
Lombos de pescada (4)
ovo cozido (2)
espinafres ( meia embalagem chegou)
sal, pimenta sumo de limão
maionese q.b
queijo ralado ( mussarela)

Deixei descongelar os lombos e os espinafres
No tabuleiro fiz uma cama com os espinafres, coloquei os lombos em cima, temperei com sal, pimenta e sumo de limão, barrei com maionese ( com a colher espalhei em cima das postas mais ou menos uma quantidade generosa).
Cozi os ovos e cortei-os ás rodelas, coloquei em cima da maionese, cobri tudo com queijo, tapei com papel de alumínio e levei ao forno.

Noutro tabuleiro coloquei as batatas e a cenoura cortadas. temperei com sal, pimenta, pimentão, gengibre em pó e alecrim, reguei com azeite.

Quando o peixe estava assado tirei o alumínio e deixei gratinar um pouco.
As batatas ainda ficaram mais um bocadinho no  forno e para a próxima, ( sim porque vai haver próxima ) quando cozer o ovo dou uma fervura também nas batatas e nas cenouras, depois assam mais rápido.
Para estreia do forno novo até que nem se saí mal.


# Gosto tanto de comida que o meu super héroi é o Supermercado #







8 de fevereiro de 2017

O dia promete!...

No Ferry o mestre lembrou-se de ligar o rádio. 
Pelos altifalantes ranfonhos  e  velhos sai uns zunidos, uns barulhos nada comparado a música.  consigo perceber que é a RFM.  
Olhamos para o tecto  da embarcação onde estão colocados os altifalantes, na esperança vã que o olhar de ódio faça com que desligue aquele som irritante. Se ao menos funcionassem correctamente…

No metro dá-me um sono enorme, quando dou por mim estou a deixar pender a cabeça ( ainda adormeço e passo a estação de saída)

Já na paragem do autocarro olho para o placar, faltam 7 minutos para chegar o próximo, o vento está frio e estes 7 minutos custam a passar.
Três ou quatro pessoas mais à frente um senhor acende um cigarro e atira o maço vazio para o chão. Os meus olhos cruzam-se com a Senhora que estava ao seu lado. Ambas devemos ter pensado o mesmo “Porcalhão”, mas ela sem exitar diz-lhe.
- Olhe desculpe deixou cair o maço.
Ele olha para o chão e diz:
-Ah!. Está vazio. Mas depois talvez envergonhado, baixa-se e apanha-o e mete-o no bolso.
A senhora olha para mim e sorri.
Estamos todos gelados…
Por fim o autocarro, cheio (como sempre), quando entro fico ao pé da máquina obliteradora, atrás de mim só mais duas pessoas entram. As portas fecham e todos começam com a mesma conversa de sempre.
-Que as pessoas não andam para trás, que os autocarros são poucos, que os passes são caros!...

Na paragem seguinte uma das pessoas atrás de mim, pede ao motorista para por favor abrir a porta da frente para sair.
- Mas entrou mesmo agora!
- Pois entrei, e agora quero sair!...
Mais umas risadas se ouvem, o motorista não teve resposta.
8.50h chego ao trabalho, gelada e já cansada.
Hoje o dia promete!

Na próxima encarnação quero ser gata como a Gris, que a esta hora deve estar a dormir no seu cantinho preferido ou á beira da janela a apanhar sol!

6 de fevereiro de 2017

O poder de uma lata de spray.


O porco mealheiro foi-me dado pela mãe, a peça de barro feita pela Joana quando andava no 5º. ano,



O porta velas foi-me oferecido pela Lúcia


A jarra foi comprada quando vim para esta casa há 11 anos.


Estas eram algumas peças que hoje não faziam sentido estarem e serem destas cores.
Os gostos mudam, as decorações também e uma lata de tinta em spray ajuda-nos nas mudanças, e é tão fácil de aplicar.






A peça em barro que sempre serviu de porta joias, ganhou vida,




O porta velas está no mesmo sitio, mas muito melhor enquadrado na decoração.





A porquinha ainda não encontrou um lugar definitivo...



...mas em contra partida está mais feminina de lacinho cor de rosa (também ele reciclado de uma fita que vinha uma manta)




 A jarra aguarda a compra de novas flores, mas por enquanto vai ficar com estas que também já tem uns aninhos e já passaram por todas as divisões da casa.

Ainda sobrou tinta da única lata comprada, mas não deve tardar muito até encontrar mais alguma peça a necessitar de uma reciclagem.


" Reciclar é dar novas oportunidades a velhos objetos"






31 de janeiro de 2017

Caixa de morangos reciclada.


 Cansada de ver o W.c da Joana com 1001 frascos e frasquinhos, bisnagas e cremes espalhados em cima do móvel, rersolvi o assunto reciclando uma pequena caixa de morangos.
Já tinha estado ao pé da porta da rua para vir para o lixo, mas que resolvi entretanto voltar a guarda-la, e ainda bem que o fiz.
Foi simplesmente pintada de branco, (tinha de ser) nem sequer foi lixada.
Colei uma protecção na parte de baixo para não riscar o móvel, e colei com cola quente um resto de fita com brilhantes (queimando os dedos pois não há meio de aprender a lidar com a pistola de cola quente) em cima da fita, um laço.





- Até que ficou engraçadita.
Foi a opinião da Joana, quando viu a caixa/tabuleiro/guarda tralhas.




Agora já não tem desculpa para que tudo ande espalhado.


"Não permitas que seus fracassos e insucessos te derrubem, faz deles a tua força e motivação para seres um vencedor!"
- Nelson Machado

25 de janeiro de 2017

365 mensagens.




Simples mensagens,  pensamentos, ou atitudes, escritas pela Joana.
365 bilhetinhos coloridos e escritos á mão,para eu ler um por dia.
Frases como:

Gosto de ver o por do sol contigo!

ou

A frase que mais me dizes:  -Tens o quarto arrumado Joana filípa?

ou

Faltam-me escrever 57 papeis e não sei o que mais escrever!

ou ainda

Precisas de mim para te ajudar com as novas tecnologias.

São algumas das mensagens que já me calharam..


São tirados do frasco, lidos e guardados dentro da caixa.

Um presente de Natal que vai durar o ano inteiro, e que já me tirou alguns sorrisos logo de manhã.


  

19 de janeiro de 2017

Sopa de abobora à moda de Evora


Nos dias mais frios apetece comida reconfortante, e uma sopa parece-me ser indicado.
Do quintal da mãe chegou-me uma abobora e um grande molho de coentros viçosos e com um aroma que perfumou a cozinha.
Tiveram logo o destino de seguir para a panela para  uma sopa de abóbora.
Uma receita que encontrei na net, que já fiz algumas vezes e que ganhou um lugar especial.
A  "esquisitinha" cá de casa, essa continua a preferir a sopa toda passada.


Sopa de Abobora à moda de Évora.

2 dentes de alho
abobora partida em quadradinhos pequenos
feijão cozido q.b
1 folha de louro
1 colher de sopa de colorau
2 colheres de sopa de farinha de trigo
2 colheres de sopa de vinagre
azeite q.b
sal q.b
1 molho generoso de coentros
 ( eu junto metade de 1 cenoura cortada ás rodelas fininhas)

picar o alho muito pequenino, fritar no azeite.
Juntar a abobora, a folha de louro, o sal, o colorau, os coentros cortados grosseiramente, e a cenoura, mexer suavemente para não quebrar a abobora.
Adicionar água e deixar levantar fervura.
Juntar o feijão cozido e deixar apurar.
Quando tudo estiver cozido, num pequeno recipiente desfazer a farinha num pouco de água, juntar á sopa mexendo para cozer a farinha, desligar o fogão e juntar as colheres de sopa de vinagre.




Fica deliciosa, e quando sobra, no dia seguinte ainda está melhor, podendo acrescentar mais umas folhinhas de coentros cortados.



E por falar em sobrar, do grande molho de coentros ainda me sobraram muitos.
Antigamente guardava-os na arca e assim tinha sempre congelados e prontos a utilizar, mas nunca os tinha frescos e prontos para saladas ou decoração de pratos, até que me ensinaram que se os lavarmos e guardar-mos entre folhas de papel de cozinha duram muito tempo.


E é assim que ultimamente tenho feito.


GOSTAM DA PINTA...

Outras PINTAS