Enquanto os foliões andavam na festa, ou se preparavam para ver o corso, (tiveram sorte estava um dia lindo) eu e o Mano fomos almoçar a casa da mãe.
Uma cabeça de peixe cozida com couves acabadas de apanhar e batatinha.
Já há bastante tempo não registava em fotos os nossos fins de semana no quintal da mãe.
O mano adora mexer, na terra, plantar, colher, regar, tudo o que aqui está plantado é obra dele.
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| grelos de couve a nascer |
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| ervilhas em flor |
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| couves |
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| espinafres |
Quando se tem um quintal há sempre algo a fazer, uma erva que nasce, uma flor que morre, uma galinha que foge, um gato que quer comer, um cachorro que ladra para ir à rua...

O Bebé-Ruca, foi encontrado no OLX alguem meteu o anuncio. Iam mudar de casa e não o podiam levar para a casa nova.
Está com a mãe há dois anos e pouco,
É um cão novo ( agora com 4/5 anos embora pareça que tem pêlo grisalho), que não estava habituado a andar à trela.
A mãe faz questão de ir passear com ele duas vezes por dia, mas já não tem força para isso, ele arrasta-a, não a respeita, prefere correr a ir ao seu lado sossegado.
Comigo porta-se muito melhor.
A mãe diz:
- Tens de deixar uma cassete gravada com a tua vóz para quando sou eu a ir com ele á rua!
Não pode andar sem trela pois foge não dá mão. Corre feito louco, temos medo de provocar algum acidente, por isso vem sempre com a trela, mesmo comigo.
Uma vez fugiu e fez a mãe andar pelas ruas a chamar feita louca
-Bebé-Ruca anda cá!
-toma lá Bebé-ruca!
Mas o bom do bébé-ruca só se deixou apanhar quando ela foi a casa buscar um chouriço.
-Vê lá tu, ainda por cima era um bom chouriço Alentejano...dizia-me ela ainda zangada com o cão
Claro que eu me ria ao imaginar a minha mãe de bengala numa mão e o chouriço na outra à procura do cão.
Bom mas continuando...
O Bebé-Ruca mantém comigo algum respeito, portando-se muito melhor do que com a mãe, e eu faço questão de sempre que possível dar com ele um pequeno passeio.
Ele já o exige pois não pára de ladrar até não ver satisfeito o seu desejo.
Hoje demorei-me um pouco mais.
Sentei-me na erva e deixei que ele andasse por ali, estava um dia bonito e o sol não estava muito quente.
Quando entro na quinta vejo a mãe que já vinha á minha procura.
- Então rapariga, o almoço está pronto, "daquenada" o peixe está frio e as batatas desfeitas.
E lá fomos os três para casa, eu, ela e o bebé-ruca...
-Não percebo! contigo ele não se porta tão mal! diz a mãe!
-Ahh é que eu sou a nova "encantadora de cães"!
O mano, já tinha deixado o quintal, já estava à espera.
O bebé-ruca bebeu água e foi dormir, nós fomo-nos atirar à enorme cabeça de peixe que nos esperava...