Fazia sempre um choradinho para que a mãe me desse uma moeda ao domingo.
(Ás vezes tinha direito a ficar com o troco que sobrava da ida á mercearia, juntava-a numa caixa de fósforos para as "estravagâncias" do fim de semana que se reduziam a um gelado ou a uma lingua da sogra.)
Ele vinha de bicicleta com dois grandes cestos de lado, tocava a gaita e parava mal entrava no Bairro para avisar a criançada.
Sorte a minhan a nossa casa era a primeira da rua, por isso chegava sempre primeiro que as outras crianças.
Olhava para o cesto e escolhia sempre aquela que aos meus olhos me parecia a mais deliciosa.
Voltava para casa comendo pequenos pedacinhos, enquanto em sentido contrários vinham a correr os outros miudos desejosos de escolher de entre todas as outras, a sua lingua.
Era um momento solene em que não havia tempo para conversas nem brincadeiras, era o momento da lingua da sogra,
E que triste que ficava se por um acaso num fim de semana o vendedor não aparecia, ou quando a minha mãe estava zangada comigo e não me dava a moeda.
Depois...
Depois eu cresci, e tanta coisa mudou, e deixou de haver vendedores de linguas de sogra na rua do meu bairro.
Ás vezes encontro-as à venda nos supermercados mas não tem o mesmo sabor nem cheiro das que comprava em criança.
(Ás vezes tinha direito a ficar com o troco que sobrava da ida á mercearia, juntava-a numa caixa de fósforos para as "estravagâncias" do fim de semana que se reduziam a um gelado ou a uma lingua da sogra.)
Ele vinha de bicicleta com dois grandes cestos de lado, tocava a gaita e parava mal entrava no Bairro para avisar a criançada.
Sorte a minhan a nossa casa era a primeira da rua, por isso chegava sempre primeiro que as outras crianças.
Olhava para o cesto e escolhia sempre aquela que aos meus olhos me parecia a mais deliciosa.
Voltava para casa comendo pequenos pedacinhos, enquanto em sentido contrários vinham a correr os outros miudos desejosos de escolher de entre todas as outras, a sua lingua.
Era um momento solene em que não havia tempo para conversas nem brincadeiras, era o momento da lingua da sogra,
E que triste que ficava se por um acaso num fim de semana o vendedor não aparecia, ou quando a minha mãe estava zangada comigo e não me dava a moeda.
Depois...
Depois eu cresci, e tanta coisa mudou, e deixou de haver vendedores de linguas de sogra na rua do meu bairro.
Ás vezes encontro-as à venda nos supermercados mas não tem o mesmo sabor nem cheiro das que comprava em criança.
Adoro isso e aqui não lembro o nome ,pois cada vez menos vendedores se vê delas! Mas e eandam com um objeto
ResponderEliminarQue saudades....
ResponderEliminarFaziam parte do meu dia de praia, depois de uma bela banhoca.
Já as comi, mas na realidade o sabor já não é o mesmo.....
:(
Se a língua da minha sogra fosse tão boa como essas era um espectáculo! Estou a brincar! Nunca comi línguas de sogra! Por aqui eram as línguas de gato, que também já não como há anos. E os guardanapos. Esperava ansiosamente que chegasse o carro do pão para que a minha mãe ou a minha tia me comprassem um guardanapo cheio de creme! Em criança as coisas sabem tão bem! Beijinhos
ResponderEliminarAiii as minhas línguas da sogra não são essas lol
ResponderEliminarAs minhas são mesmo tipo bolos, mas compridos, com sabor a canela.
Que saudades deu agora =P
Beijocas
Nada tem o sabor de quando éramos crianças, nadinha mesmo, beijinhos
ResponderEliminarEu também gostava Pinta, estaladiças e super deliciosas, perdeu-se no tempo, beijo amiga
ResponderEliminarAgora parece que as coisas nem têm o mesmo sabor.
ResponderEliminarNo meu tempo era as pinhas, (uma espécie de nogá mas, muito melhor) estavam na mercearia, dentro de um frasco enorme, a D. Júlia tirava-a com um pedaço de papel vegetal e eu saia de lá a come-la pelas beiradas até ao ultimo pedacinho, que saudades.
beijinho
Que história bacana!! Gosto muito, mas não conhecia com este nome! Fiquei com vontades!
ResponderEliminarBeijos!
CamomilaRosa
Havia tantas coisas boas que desapareceram... é uma pena, mas é assim a vida :)
ResponderEliminarSão deliciosas as línguas da sogra ;D
Adoro!
ResponderEliminarOlá Pinta!!
ResponderEliminarÉ tão bom quando as lembranças de infância vem à tona com uma guloseima, né? São aromas, sabores que nos remetem a um tempo bom, onde tudo era novidade!
Por aqui, língua de sogra é o nome de um docinho de coco envolto em uma ameixa preta, bom demais!
Beijos e ótima semana pra ti! =)
Quando cheguei ao último parágrafo até me saíu um "Ah! Afinal não sou só eu!!" :)
ResponderEliminarÉ mesmo, também acho que não teem o sabor que tinham há uns (bons) anos!
Bj
Olá Pinta, agora fizeste-me lembrar um senhor velhote que vendia linguas da sogra no sinal da Rua Miguel Bombarda, em Lisboa. Comprava-lhe bastantes vezes, além de gostar, dava-me pena o senhor tão idoso ao sol e à chuva a apregoar as suas línguas. Tem piada que nunca mais pensei nisso, e agora que me veio à memória dou-me conta que ele desapareceu do seu posto! melhor nem pensar nisso...eram tão boas. Incrível como certas coisas, como comidas e o cheiro delas nos lembram a infância. Bjs
ResponderEliminarADORO!!! Bj
ResponderEliminarQue giro... não conhecia... mas parecem bem saborosas! Que bela recordação a tua, adorei o post!
ResponderEliminarAqui no Porto há linguas da sogra na marginal toda. Também é a minha recordação dos domingos :-) Beijo
ResponderEliminarE obrigada pela ideia do gelado de frutas congeladas! Bj
ResponderEliminarE obrigada pela ideia do gelado de frutas congeladas! Bj
ResponderEliminarAh, Pinta, que deliciosas lembranças!!
ResponderEliminarInfância é maravilhosa mesmo e fica gravada na alma da gente para sempre esses momentos únicos!
Ah, aqui a língua da sogra é diferente...é ovalzinho, feito de coco com uma deliciosa ameixa preta em cima.
Pelas suas fotos, esse doce aqui se chama biju e é vendido ainda hoje nos faróis...muito bommmm!
beijinhos,
Lígia e =^.^=
(estou atrasadinha nas visitas e postagem...meu computador pifou, o malandro e só hoje que voltou do conserto...)
eu sou mais da bela da bola de berlin!!!!
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